Amarelinha pintada na calçada de escola de Santos aumenta interação com alunos e moradores

Resgatar brincadeiras antigas, da época dos avós e pais dos alunos. Esta foi a ideia dos professores da escola Doutor Derosse José de Oliveira, abraçada pela equipe gestora, ao decidir, durante o planejamento das atividades do ano, pintar uma amarelinha na calçada, em frente à entrada da unidade.

Foto: Divulgação


A inspiração surgiu de um vídeo, feito no interior de São Paulo, onde foram instaladas câmeras para observar a reação das pessoas ao se depararem com uma amarelinha pintada numa calçada pública.

Na escola, a pintura foi feita utilizando tintas recicladas. Os funcionários puseram a mão na massa, já que a unidade atende alunos de 4 a 6 anos.

MEMÓRIA AFETIVA

Para a professora Deise Maria Souza João, uma das idealizadoras da atividade, “a amarelinha remete a uma memória afetiva dessa brincadeira e é isso que queremos que os alunos levem com eles. É muito bom resgatar a criança que existe dentro de cada um de nós e não deixar morrer isso”.

“A escola já tinha algumas amarelinhas no pátio, que foram revitalizadas, mas colocar a amarelinha do lado de fora é uma forma de ter interação com a comunidade do entorno”, explica Tiago Efrem, coordenador pedagógico da unidade.

As professoras também aproveitaram para trabalhar com os alunos outras brincadeiras como “jogo da velha” e “Joquempô” (mais conhecida como Zaquempô). Nas aulas de Educação Física, por exemplo, ocorrem atividades motoras usando as amarelinhas do pátio, que foram feitas em vários modelos: caracol, amarelinha africana (direta) e a tradicional.

PAIS E ALUNOS

Agora que a amarelinha está na frente da escola, conta Tiago, alguns pais chegam com os filhos um pouco antes do portão da escola abrir e ficam na porta, também aproveitando a atividade.

A aluna Laura Nunes Schneider, 5 anos, conta que, quando passa pela rua, mesmo nos finais de semana, pula a amarelinha. “Eu já pulei lá. Eu gostei demais, pulei quase três vezes”, comenta entre risos. Melanie dos Santos da Silva, 5 anos, também diz que sempre pula na entrada e quando sai também.

A professora da Melanie conta que, todos os dias, a aluna "faz um charme" para entrar. Ultimamente, Deise tem incentivado a pular a amarelinha como uma forma de entrosamento, para deixar a mãe.

O aluno Ygor Oliveira Matias, 5 anos, diz que " quando os pais chegam, a gente pula um pouco de amarelinha e vai embora, porque aí a gente não brinca de amarelinha em casa".

A professora Deise ainda conta um segredo: "muitas vezes, quando eu vou ao supermercado, eu atravesso a rua só para pular amarelinha e pergunto para os moradores que encontro no local: ‘você pulava amarelinha quando era criança?’ Quase sempre a resposta é: Eu pulava. E eu ainda pergunto: E gostava? Muitas vezes a resposta que ouço é: “Ô!” Fonte: Prefeitura de Santos

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