Corinthians suspende parcela da Arena enquanto negocia com a Caixa
há 19 horas
2 min de leitura
Foto: Bruno Granja/Corinthians
O Corinthians não pagou a parcela de setembro da dívida da Neo Química Arena e tenta avançar em um acordo com a Caixa Econômica Federal para encerrar o financiamento. O valor da prestação era de aproximadamente R$ 28 milhões.
O clube quitou as duas primeiras parcelas de 2026, que somaram cerca de R$ 56 milhões. Segundo dirigentes corintianos, a Caixa aceitou a suspensão do terceiro pagamento enquanto as partes discutem uma nova solução para o passivo do estádio.
Naming rights entram na proposta do Corinthians
A dívida da Arena está estimada em R$ 630 milhões. A principal proposta do clube envolve a cessão dos naming rights ao banco estatal, além disso, outros ativos comerciais que poderiam compor a operação. O Timão calcula que a propriedade comercial do nome do estádio tenha valor próximo de R$ 70 milhões por ano. Atualmente, a Hypera Pharma paga cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, desde 2020.
Além disso, a ideia também inclui produtos financeiros, como títulos de capitalização, cartões vinculados ao Fiel Torcedor e a transferência das operações bancárias do Corinthians para a Caixa. O banco poderia explorar o nome da Arena durante um período definido no eventual acordo.
Na reunião realizada em Brasília na semana passada, os dirigentes ainda solicitaram a devolução de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva. O dinheiro faz parte da estrutura criada na renegociação de 2022 e, segundo o clube, ajudaria a aliviar o caixa em meio à crise financeira.
Uma mudança nos naming rights, por outro lado, também exigiria uma solução com a Hypera. O Corinthians estuda oferecer propriedades comerciais de outras instalações, como o CT Joaquim Grava, para evitar o pagamento de multa pela saída antecipada do contrato atual.
A diretoria de Osmar Stabile considera a dívida do estádio um dos principais problemas financeiros do clube e trabalha para encerrá-la. Apesar do avanço relatado internamente, a expectativa é que uma solução definitiva possa ficar para depois das eleições do Corinthians, marcadas para 28 de novembro.