MP das bets: clubes paulistas definem estratégia para encontro com o governo

Às vésperas das eleições, no dia 4 de outubro, representantes e dirigentes de clubes das Séries A e B de São Paulo entendem que o momento exige cautela e diálogo com o governo federal após a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na última sexta-feira (25), que proibiu os jogos de apostas online, patrocínio e publicidade de bets no país. Por ora, o martelo sobre a possível judicialização do tema não foi batido. Esse foi o saldo da reunião de emergência realizada na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), Zona Oeste da capital, nesta segunda (28).
O encontro aconteceu um dia antes da convocação do Ministério do Esporte a clubes e federações filiadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para uma reunião, na sede do órgão, nesta terça-feira (29), às 15h, em Brasília. Na FPF, os clubes debateram as consequências do fim dos milionários aportes das bets no país, mas decidiram agir em bloco, amparados pela própria entidade.
Na reunião, o impacto da MP foi debatido para definir a estratégia conjunta a ser defendida no encontro em Brasília. Santos e São Paulo participaram de forma física e remota, com representantes dos departamentos jurídicos e de marketing, enquanto os do Palmeiras acompanharam a reunião virtualmente. A questão do adiamento de cotas recebidas pela maioria dos clubes é um ponto-chave nos passos que serão tomados.
Confira a nota divulgada pela FPF:
- A Federação Paulista de Futebol reuniu-se nesta segunda-feira (28) com representantes das áreas de marketing, comunicação e jurídica dos clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além do Juventus, para alinhamento e avaliação do impacto da Medida Provisória relacionada ao mercado de apostas. FPF e clubes seguirão discutindo o tema e definiram que seguirão atuando sempre de forma coletiva, visando o melhor para o futebol - diz o documento.



