Notíciashá 7 horas
Fim da escala 6x1 divide sindicatos e empresários da Baixada Santista

A aprovação no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição que viabiliza o fim do modelo de trabalho 6x1 e estabelece a transição para a jornada 5x2 gerou reações divergentes entre lideranças sindicais e entidades patronais na Baixada Santista.
Ouvindo a Guarujá FM? Peça sua música no WhatsApp
Enquanto juristas ressaltam que as mudanças não entram em vigor de forma abrupta — havendo prazos de adaptação previstos de 60 dias para o teto de 42 horas semanais e mais um ano para a fixação definitiva em 40 horas —, o setor produtivo e os representantes laborais divergem sobre os impactos econômicos da medida.
Continua após a publicidade
Visão dos trabalhadores
Para Élcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, a conquista representa um avanço histórico que devolverá tempo de convivência familiar, lazer e saúde aos trabalhadores, além de impulsionar a economia local por meio do aumento do consumo nos dias de folga. No mesmo sentido, o presidente do Sintius, Tanivaldo Monteiro Dantas, avalia a medida como positiva, embora reforce a necessidade de cautela para que setores essenciais e serviços terceirizados de saneamento e energia não sofram sobrecarga ou precarização nas escalas operacionais. Bruno José dos Santos, presidente do Sindicato dos Estivadores, celebrou o fim da jornada exaustiva, classificando as reclamações patronais como parte do rito histórico de resistência a direitos laborais.
Oposição do setor patronal
Por outro lado, o empresariado manifesta forte preocupação com a operacionalização da nova lei. Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, classificou a mudança como uma “tragédia socioeconômica anunciada”, argumentando que a falta crônica de mão de obra disponível no mercado dificultará a cobertura das folgas extras, podendo provocar encurtamento no expediente de bares e restaurantes e elevação inflacionária nos custos de serviços. Argumento semelhante foi adotado por Arthur Veloso, presidente do SinHoRes, que classificou a medida como precipitada e de apelo estritamente eleitoral, alertando que o encarecimento operacional poderá recair sobre os preços finais ao consumidor.













