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Pablo Marçal é resgatado de Ironman por bombeiros após mais uma vez levar grupo despreparado para atividades de risco

por Redação Guarujá FM

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Foto: Reprodução/Barcelona estima valor mínimo para negociar Arthur Dias, do Athletico - UmDois Esportes

Mais de 30 pessoas ligadas a Marçal participaram do evento, apesar de algumas demonstrarem medo de nadar

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247 – O empresário e ex-coach Pablo Marçal precisou ser resgatado de uma prova de natação durante o Ironman 70.3 realizado no domingo (11), em Encarnación, no Paraguai. Ele participou da competição ao lado de dezenas de integrantes de seu círculo de seguidores e parceiros comerciais, muitos dos quais não tinham preparação adequada para enfrentar uma prova de triatlo em águas abertas. Marçal e sua esposa não conseguiram concluir o percurso aquático e precisaram de auxílio de um jet ski para sair da água.

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As informações foram divulgadas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, em reportagem publicada pelo Metrópoles nesta quarta-feira (14). Segundo a apuração, mais de 30 pessoas ligadas a Marçal participaram do evento, apesar de algumas demonstrarem medo de nadar. A situação levou os organizadores a reforçar a segurança da competição e provocou críticas de especialistas em natação e triatlo.

“Eles foram irresponsáveis”, afirmou Rodrigo Recalde Larrea, organizador da prova em Encarnación, ao Metrópoles.

O dirigente disse que a situação não tinha precedentes em sua experiência na modalidade e que o caso foi encaminhado à organização internacional do Ironman.

“Em 23 anos no triatlo, eu nunca vi algo parecido. Apresentamos essa situação ao Ironman global, para entender como encarar uma situação dessas no futuro. Além disso, denunciamos quatro atletas para que eles sejam suspensos por atitude antidesportiva”, declarou.

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Organização reforçou segurança após identificar participantes com medo de nadar

O Ironman 70.3 é uma competição de triatlo composta originalmente por 1,9 quilômetro de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida. Na edição realizada no Paraguai, a distância da etapa aquática foi reduzida para 1,5 quilômetro em razão das fortes chuvas e da correnteza do Rio Paraná.

Durante o reconhecimento do percurso, realizado no sábado (10), os organizadores perceberam que parte dos participantes de um mesmo grupo apresentava dificuldades para enfrentar o trajeto aquático.

Diante do risco de afogamento, a organização aumentou o número de profissionais responsáveis pela segurança da natação, de 27 para 42, além de disponibilizar dez caiaques adicionais.

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“Notamos que havia um grupo grande de atletas que pareciam ter muito medo de nadar. Da nossa parte, o que podíamos fazer era aumentar a segurança. Colocamos mais 15 pessoas de segurança, para um total de 42 no circuito de natação. Também contratamos 10 caiaques extras”, relatou Larrea.

A etapa de natação estabelece um tempo máximo de uma hora e dez minutos para conclusão. Quem ultrapassa esse limite é desclassificado e deve entregar o chip de identificação, ficando impedido de continuar na competição.

Entre os 386 inscritos mencionados na reportagem, 64 ultrapassaram o tempo permitido, incluindo 35 brasileiros, muitos deles integrantes do grupo associado a Marçal.

O técnico de natação Alex Pussieldi criticou a participação de pessoas sem experiência suficiente em águas abertas.

“O que estes caras fizeram beira o absurdo da irresponsabilidade, comprometendo um profissional que deve os ter orientado”, afirmou ao Metrópoles.

O especialista destacou que esse tipo de prova exige mais do que condicionamento físico, já que os atletas precisam estar preparados para enfrentar condições imprevisíveis.

“Águas abertas você lida com algo que você não tem controle, a natureza. Assim, os treinamentos não são apenas físicos, onde você busca a performance, mas são treinos técnicos e estratégicos onde você prepara atletas para possíveis intempéries que possam acontecer numa prova”, explicou.

Integrantes do grupo relataram preparação de apenas 15 a 20 dias

A reportagem também identificou participantes ligados a Marçal que divulgaram nas redes sociais relatos sobre o curto período de preparação para o Ironman.

Wagner Gorgulho, um dos integrantes do grupo, afirmou que decidiu participar da competição apenas onze dias antes do evento. Segundo sua publicação, o objetivo era “descobrir até onde a mente consegue levar o corpo”.

Outro participante, Davidson Silva, relatou ter aprendido a nadar em um único dia e realizado apenas 20 dias de preparação antes da prova.

Ambos foram alvo de questionamentos de integrantes da comunidade do triatlo por terem seguido na competição apesar de problemas com a classificação. Também surgiram suspeitas de que não teriam passado por um dos pontos de controle do ciclismo, o que poderia indicar descumprimento do percurso oficial.

Os resultados do grupo contrastam com as mensagens motivacionais publicadas por alguns participantes.

Dos 25 atletas inscritos com Santana de Parnaíba (SP) como cidade de referência, apenas sete concluíram o percurso. Quatro deles terminaram com tempos superiores a oito horas, apesar de o limite habitual da prova ser de sete horas e meia. Na edição paraguaia, a organização permitiu a conclusão após esse prazo em razão da disponibilidade das vias.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um dos participantes afirmou que o grupo reunia 34 integrantes.

Entre os que não conseguiram concluir a etapa de natação estavam Izaque Lima, Paulo Corrales, Adonis Carnevale e Leandro Cita, todos ligados ao círculo de Marçal.

Paulo Henriques, que se apresenta como sócio do empresário, reconheceu publicamente a falta de preparação e alertou para a exigência física da modalidade.

“Nosso grupo tinha umas 60 pessoas, a gente estava fazendo esse Ironman com 15 dias de preparação. Pouquíssimas conseguiram completar, por motivos óbvios. Não tem como se preparar para uma prova dessas em 15 dias. Se você quer vir para uma prova dessa, treine de verdade. Tem que fazer uns 6 meses de preparação, no mínimo. Sou atleta de outras modalidades e não tem nada a ver. Foi difícil demais”, declarou.

Marçal já é réu por expor participantes a risco em expedição

O episódio no Paraguai ocorre quase quatro anos depois de Pablo Marçal se tornar alvo de um processo judicial por colocar em risco participantes de uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, no interior de São Paulo.

Em janeiro de 2022, o então coach liderou um grupo de pessoas com pouca experiência em montanhismo durante uma subida que terminou com a necessidade de intervenção do Corpo de Bombeiros.

Na ocasião, 32 pessoas precisaram ser resgatadas em uma operação que durou aproximadamente nove horas.

Em consequência do episódio, Marçal tornou-se réu por suposta violação do artigo 132 do Código Penal, que trata da exposição da vida ou da saúde de outras pessoas a perigo direto e iminente.

Desde 2022, ele também está submetido a uma determinação judicial que o proíbe de promover atividades externas, incluindo expedições em montanhas, rios, lagos e mares, sem autorização prévia e expressa das autoridades competentes.

A restrição envolve a necessidade de autorização da Polícia Militar, incluindo o Corpo de Bombeiros, da prefeitura e da Defesa Civil local.

A reportagem do Metrópoles não informa a existência de decisão judicial que tenha estabelecido uma violação dessa determinação em razão da participação de Marçal na competição realizada no Paraguai.

Atletas podem ser suspensos por desrespeitar regras da competição

Além da falta de preparo físico, a organização do Ironman registrou problemas relacionados ao comportamento de alguns participantes após a desclassificação na etapa aquática.

Dos 64 atletas eliminados por ultrapassar o tempo máximo de natação, quatro se recusaram a entregar seus chips e abandonar a competição. Três deles eram brasileiros, sendo pelo menos dois integrantes do grupo associado a Marçal.

Os responsáveis pelo evento encaminharam os casos à organização internacional do Ironman, com a possibilidade de suspensão dos envolvidos por períodos de dois a quatro anos.

Entre os participantes citados pela reportagem está Wilson Grassi Jr., candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã. Apesar de sua experiência como ultramaratonista, ele ultrapassou o limite de tempo na natação e, segundo a organização, recusou-se a deixar a competição.

Larrea destacou que o cumprimento das regras é indispensável para a segurança dos atletas e dos profissionais mobilizados para o evento.

“Valorizamos muito a colaboração dos voluntários, eventos dessa magnitude não podem ser realizados sem ajuda de polícia, guardas, voluntários. Uma conduta que é penalizada com sanções de anos sem poder participar é uma penalização muito grave, de maltrato às pessoas voluntários, qualquer pessoa que represente a empresa. Essa é uma conduta antidesportiva que nós não toleramos”, afirmou.

Assessoria de Marçal nega que empresário tenha liderado grupo

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de Pablo Marçal negou que o empresário tenha organizado ou liderado a participação dos integrantes de seu círculo na competição.

Segundo a equipe, os inscritos decidiram participar por iniciativa própria, sem orientação ou coordenação de Marçal.

“Aqueles que compareceram no grupo foram voluntariamente e sem orientação ou liderança, até porque todos treinaram individualmente e também participaram da prova por conta própria. Como todo tipo de prova, alguns não completaram a prova ou deixaram de fazer alguma modalidade por observar cada um suas próprias condições físicas“, declarou a assessoria.

A organização do Ironman informou que não tinha condições de identificar previamente a falta de preparação dos inscritos, uma vez que os formulários de participação solicitam informações médicas, mas não exigem histórico detalhado de experiência esportiva.

Segundo os organizadores, as inscrições não permitiam avaliar se os participantes estavam efetivamente preparados para nadar em um rio com correnteza.

Após os incidentes registrados em Encarnación, os responsáveis pela competição passaram a discutir com a administração internacional do Ironman possíveis medidas para evitar situações semelhantes em futuras edições.

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4 responses to “Pablo Marçal é resgatado de Ironman por bombeiros após mais uma vez levar grupo despreparado para atividades de risco”

Pantoja outubro 15, 2026 at 10:29 am Pablo Boçal. Loading… Reply

OSCAR outubro 15, 2026 at 12:13 pm Pablito morde a fronha? Loading… Reply

Com informações de Barcelona estima valor mínimo para negociar Arthur Dias, do Athletico - UmDois Esportes.

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