Entre os dias 9 e 18 de outubro, Cubatão recebe a 9ª edição do FESTKAOS – Festival de Arte Criativa, com programação gratuita que conecta artes cênicas, economia criativa e inclusão cultural. Realizado pelo Teatro do Kaos, o evento reúne 10 espetáculos de grupos de São Paulo e do Piauí, além de uma Feira Criativa com 15 expositores de artesanato, moda e gastronomia. Todas as atividades contam com acessibilidade em Libras e audiodescrição.
Com abertura diária da feira às 19h e início dos espetáculos às 20h, o Festival busca ampliar o acesso à cultura e fortalecer o encontro entre artistas, empreendedores criativos e comunidade. A estrutura do evento também contempla a acessibilidade física.
O Teatro do Kaos é um espaço cultural regulamentado e preparado para receber pessoas que utilizam cadeira de rodas e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo condições adequadas de circulação e permanência durante toda a programação.
A curadoria de teatro do 9º FESTKAOS articula um mosaico de narrativas cênicas que confrontam temas urgentes e universais da experiência humana. “A programação aborda desde clássicos sobre ambição e poder até investigações corporais sobre dilemas éticos, ancestralidade e liberdade. Estão presentes também trabalhos de palhaçaria e reflexões sobre o meio ambiente, compondo um retrato plural da produção teatral independente brasileira”, afirma Lourimar Vieira, idealizador e diretor de produção do festival.
Espetáculos
A 9ª edição será aberta em grande estilo. Na sexta-feira, 9 de outubro, às 20h, o festival recebe o clássico “Macbeth”, do Grupo Escalet, de Floriano (PI), em espetáculo convidado inspirado na tragédia de William Shakespeare sobre ambição, poder e decadência moral.
Seguindo o fio desses temas tão presentes no cotidiano dos brasileiros, a curadoria de Douglas Lima costura uma narrativa instigante:
● “Verdugo” (Grupo Plano B, Franca/SP): adaptação de Hilda Hilst que coloca em xeque fé, justiça e a banalização da violência;
● “Um Dia, Um Rio” (Grupo 59 de Teatro, São Paulo/SP): o lamento poético de um rio destruído pela lama da mineração, ecoando o desastre da Bacia do Rio Doce em 2015;
● “Giz” (Teatro Em Brasa, Santos/SP): um grito de resistência sobre o cotidiano das escolas brasileiras, humanizando a figura docente;
● “Errou Tem Que Buscar” (Corpo Rastreado, São Paulo/SP): fábula sobre fome, esperança e os trilhos de Cubatão, entre o real e o sonho;
● “Idiota Convicto” (Parlapatões, São Paulo/SP): o solo de Hugo Possolo que zomba da normalização da mediocridade.
O humor e a sensibilidade também têm lugar garantido com “O Pintor” (Barracão Teatro, Campinas/SP), “Urucum: As Árvores Não Têm Culpa” (Cia. Estrela D’Alva, Santo André/SP), “Uma Questão de Tempo” (Nucca Produções Culturais, Campinas/SP) e “Tô Fraco, Tô Fraco!” (Cia. Azul Celeste, São José do Rio Preto/SP).